São Paulo, 01 (AE) - Para mais de 60 famílias de Campinas (SP) o primeiro dia do ano foi de muito trabalho para tirar água de suas casas por causa da forte chuva de ontem (31) à noite. Na favela da Rua Moscou, no bairro São Quirino, a água invadiu os barracos e os moradores perderam móveis, eletrodomésticos e roupas.
A chuva castigou também cerca de 20 famílias que residem nos jardins Miranda e São Marcos, que também perderam quase tudo. Na região central da cidade, principalmente nas Avenidas Orozimbo Maia e Princesa DOeste, a enxurrada arrastou 6 carros e derrubou vários muros. Não houve nenhuma vítima, apesar dos estragos pela chuva que durou 3 horas, entre a noite de sexta-feira e a madrugada de hoje.
O temporal, além de alagar avenidas, derrubar árvores e muros, deixou parte da população sem energia elétrica e telefone. Cerca de duas mil residências localizadas próximas do Parque Universitário ficaram no escuro por quase duas horas, em função do rompimento de um fio de alta tensão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
A Defesa Civil Regional divulgou, no final da tarde, o balanço sobre o estrago que a chuva causou. Só em Campinas - das 23h de sexta-feira até as 14h de hoje -, foram registradas 61 ocorrências, sendo 70% delas referentes a alagamentos. A maioria dos chamados foi das regiões Leste e Norte da cidade.
A chuva causou transtorno também em várias cidades da região, como em Hortolândia, onde as principais ruas do centro ficaram alagadas, com a água invadindo residências. Dois carros foram arrastados. Em Sumaré, o Ribeirão Quilombo transbordou e cerca de 15 famílias ficaram desalojadas.