Em busca de apoio, pais de alunos do Colégio Aplicação agendam reunião com vereadores
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Comissão de Educação da Câmara Municipal tem um encontro marcado para às 14h desta quarta-feira (23) com pais de alunos e a direção do Colégio Aplicação, que corre o risco de fechar em 2019 depois de uma alteração em uma resolução que transfere a responsabilidade da administração do governo para a UEL (Universidade Estadual de Londrina). Além dos vereadores, assessores de deputados estaduais e federais devem participar da reunião.

"Estamos procurando todas as alternativas. Eles (parlamentares) vão elaborar uma carta de reivindicações e entregá-la à governadora Cida Borghetti", alertou a representante do grupo de pais de estudantes do Aplicação, Jaqueline Aparecida Alves. "Estamos em contato direto com a Seed (Secretaria Estadual de Educação), mas, pelo menos até agora, não obtivemos nenhum avanço. O tempo está correndo".
Atualmente, a coordenação da instituição é repartida entre a UEL, que atua na manutenção do prédio e fornecimento de servidores, e o governo estadual, que sustenta financeiramente o corpo docente. Se a resolução publicada no Diário Oficial do Paraná for executada integralmente, a direção adiantou que não há como a universidade arcar sozinha com os custos. O acordo entre as duas partes é renovado ano a ano. "A incerteza se em 2019 o Aplicação estará ou não aberto causa insegurança aos pais", afirmou.
A respeito da possibilidade da Prefeitura de Londrina abranger os alunos do 1º ao 5º ano, Jaqueline Alves disse que a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, teria orientado o diretor do Colégio Aplicação, Edmilson Lenardão, a esgotar todas as chances de negociação com o governo. "Só discutiremos um eventual apoio do Executivo se as conversas com o Estado não evoluírem. Nosso receio em transferir o ensino aos professores municipais é perder projetos de inclusão para crianças especiais já em vigor", comunicou.
Em nota, a Seed garantiu que " o Aplicação não vai acabar. A Secretaria de Estado da Educação mantém um convênio para o funcionamento do colégio, e ele está em vigor até dezembro de 2018. No entanto, a Procuradoria Geral do Estado se pronunciou em março deste ano quanto ao atendimento de alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, contemplados no convênio com a Seed. O órgão informa que a responsabilidade de oferta do ensino fundamental I é dos municípios.
No entanto, como o convênio para 2018 já estava firmado e as matrículas feitas, foi mantido o convênio abrangendo a totalidade dos alunos, do primeiro ano do ensino fundamental até o ultimo ano do ensino médio e do profissional.
O posicionamento da PGE dá indícios de que, para 2019, o convênio entre o colégio e a Seed seja renovado somente para o ensino fundamental II (sexto ao nono ano e ensino médio), cabendo à instituição firmar convênio com o município para atender ao alunos do primeiro ao quinto ano".


