Cerca de 140 mil manifestantes devem se reunir hoje em Aparecida (região do Vale do Paraíba, em São Paulo) a partir das 8 horas para participar do Grito dos Excluídos. Os sindicatos de São José dos Campos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) vão reunir cerca de 400 pessoas para participar do ato. Os sindicalistas da região estarão organizando caravanas até Roseira, onde será feita a concentração. Da cidade, os manifestantes seguem em caminhada até a Basílica velha de Aparecida.
Em procissão, o protesto seguirá em direção à Basílica nova. A procissão será dividida em alas de aposentados, índios, trabalhadores da economia informal e desempregados. Na Basílica nova, o grupo se encontra com os sem-terra e os sem-teto que sairão de São Paulo e Rio de Janeiro. Às 10h, será celebrada uma missa pelo cardeal arcebispo de Aparecida, dom Aloísio Lorscheider. A Polícia Militar vai reforçar a segurança, além de acompanhar o cortejo e orientar o trânsito.
O policiamento será feito por 80 PMs com 30 carros distribuídos em pontos próximos à Basílica. O capitão José Giffoni, do comando da Polícia Militar de Aparecida, disse que a operação deve ser tranquila, como ocorreu nos dois anos anteriores, quando também houve protesto. A administração da Basílica vai manter 40 seguranças no local.

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