São Paulo, 29 (AE) - O desmoronamento de um barranco de 80 metros de altura sobre 32 dos 120 barracos da Favela Nova República causou a morte de 14 pessoas, incluindo 12 crianças, em outubro de 1989. A empresa Edmi usava um aterro ilegal para construir um condomínio de alto padrão. A obra estava embargada.
Na época, a prefeita Luíza Erundina disse que a fiscalização municipal havia multado os empreiteiros e exigido a construção de um muro para evitar o soterramento. Uma ação penal movida pela 1.ª Vara Criminal de Pinheiros condenou, além de Edmund Haiat, dono da Edmi e do terreno, os engenheiros da Prefeitura Juvenal Nigro Neto e Edson Menzato e os fiscais da Administração Regional do Butantã Vera Nunes e Joel Viriato. Eles receberam penas de dois anos de detenção, cumpridas em regime aberto, e recorreram ao Supremo Tribunal de Justiça.
Os moradores foram transferidos para prédios da Cohab na Raposos Tavares. Em fevereiro de 1996, 25 das 76 famílias prejudicadas, receberam R$ 120,00, pagos por Haiat.