Em 2002, foram quase 3 mil mortes
Os acidentes de trabalho no Brasil deixaram, em 2002, 370 mil pessoas sem trabalhar por algum período, 15 mil incapacitadas para sempre e foram responsáveis pela morte de 2.898 trabalhadores. Esse quadro foi responsável por despesas equivalentes a 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, ou R$ 23 bilhões, gastos com pagamento dos benefícios por afastamento do empregado, despesas de saúde, reabilitação profissional, além de processos judiciais. Os números constam do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O médico Edcesar Vicente Leite ressalta que esses números poderiam ser bem menores se as empresas estivessem cumprindo a legislação brasileira que, desde 1995, exige a adoção de dois programas preventivos contra acidentes de trabalho. O Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO), que determina a análise do ambiente de trabalho, a identificação de fatores de risco e medidas para reduzir esse risco. O outro é o Programa de Prevenção de Risco Ambiental (PPRA). ''Os dois programas têm a finalidade de evitar acidentes'', afirma a médica Camila Hisayasu.
Leite afirma que a grande maioria dos empresários ainda não se conscientizou da necessidade de implantar a medicina do trabalho nas empresas. Segundo ele, das 14 mil empresas cadastradas na Cemtral Clínicas, somente 1% adotou os dois programas. Os demais oferecem aos funcionários, somente, os exames admissional, periódico e demissional. ''A medicina do trabalho reduz em até 60% o índice de faltas por acidentes de trabalho'',(G.A.)





