Curitiba- O Grupo Tático Integrado de Grupamentos de Repressão Especial (Tigre), especializado em solucionar crimes de extorsão mediante sequestro, está completando 15 anos com 100% dos casos de sequestros solucionados no Paraná. Anualmente, o Tigre atende entre três e cinco casos deste tipo no Estado. Em 2004, foram descobertos os cativeiros de quatro reféns em sequestro e 13 sequestradores foram presos pelo grupo. Em 2005, até agora, foram solucionados três casos e 13 sequestradores foram presos.
O último ocorreu na semana passada, quando o piloto José Melo Viana foi levado por bandidos que se identificavam como sendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles queriam que Viana auxiliasse de helicóptero na libertação de um outro integrante da quadrilha, que estava preso no Complexo Penitenticiário de Mirandópolis (SP). Melo tinha quase 30 anos de experiência em pilotagem e teria que fazer manobras arriscadas. Parte da família dele foi sequestrada para garantir que ele faria o trabalho.
O coordenador do Grupo Tigre, delegado Riad Braga Fahrat, participou ontem, pela manhã, da reunião do secretariado do governador Roberto Requião, e explicou que os policiais civis são treinados para enfrentar os trabalhos de resgate e investigação. Em 90% dos casos, os cativeiros são instalados em chácaras ou municípios do interior do Paraná.
O Tigre oferece cursos para todo o Brasil e tem atualmente uma fila de 473 policiais cadastrados para as especializações, que ocorrem de dois em dois anos. ''Os policiais são treinados para a parte tática e investigativa. Suportam horas sem dormir. No final do curso, são cinco dias sem dormir nenhum minuto. Tudo para garantir que eles estarão atentos para as horas mais necessárias. Os policiais trabalham com inteligência e investigação'', ponderou.

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