Elogios à recuperação econômica enchem o País de orgulho, diz FHC
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Nelson Breve e Renato Andrade 
Brasília, 15 (AE)- O presidente Fernando Henrique Cardoso iniciou sua mensagem ao Congresso nacional para essa sessão legislativa reafirmando seu discurso de posse no segundo mandato quando garantiu que não havia sido eleito para gerenciar crises e sim para preparar o Brasil para o desenvolvimento. O presidente lembrou, na mensagem lida hoje pela primeiro secretário do Congresso, deputado Ubiratan Aguiar (PSDB-CE), que o País foi capaz de enfrentar as turbulências causadas pela crise financeira internacional e recuperou a economia, a despeito das "previsões alarmistas" feitas no início do 1999.
Segundo o presidente, os elogios feitos à recuperação econômica do Brasil enchem o País de orgulho mas "não nos leva a baixar a guarda". O presidente observou que, antes da crise, os países em desenvolvimento tiveram oferta abundante de financiamento. Mas agora, afirmou, ao que tudo indica, essa oferta não voltará tão cedo aos níveis anteriores da crise e, portanto, os países que não conseguiram se adaptar a tempo a essas mudanças terão dificuldades. "E não é preciso irmos longe para enxergarmos isso", afirmou o presidente na mensagem.
FHC disse ainda na sua mensagem, que todos os dados macroeconômicos desse início do ano confirmam uma melhora nas expectativas da economia brasileira. Ele relacionou os seguintes dados: superávit primário destro das metas; inflação sob controle com IPC no patamar de 8%; taxa de câmbio favorável; entrada recorde de investimentos no país; retomada gradual de acesso ao crédito com redução do risco Brasi;, as mais baixas taxas básicas de juros desde 1994; exportações em alta e importações em queda, com melhora substancial da balança comercial; a despeito dos baixos preços dos produtos brasileiros no mercado internacion al; crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 0,8% em 1999; e propdução industrial e nível de emprego em franca recuperação no final do último trimestre.
Dados - FHC afirmou ainda que nos últimos cinco anos o governo, com a parceria de Estados e sindicatos, qualificou mais de 8 milhões de empregados no País. Ele ressaltou ainda que o número de matrículas no ensino médio registrou um aumento de 57% entre 1994 e 1999. Somente no ano passado, esse crescimento chegou a 11%, sendo que em alguns Estados o crescimento foi de até 24%. O presidente também salientou que os gastos sociais do governo chegaram a 21% do PIB e reafirmou que o problema brasileiro com investimetos sociais é a má distribuição dos recursos.
De acordo com a mensagem, apenas 15% dos recursos totais de gastos sociais vão para os 20% mais pobres da população e 21 % desse total para os 20% mais ricos. O presidente disse ainda que o Brasil está pronto para crescer. "Temos uma oportunidade histórica e nós saberemos aproveitá-la", concluiu o presidente na mensagem enviada ao Congresso.


