Bogotá, 04 (AE-AP) - O Exército de Libertação Nacional (ELN) informou hoje (04) ter realizado uma série de 40 ataques em sete departamentos (Estados) da Colômbia - incluindo uma operação que permitiu o resgate de 55 guerrilheiros da prisão de Cúcuta - para protestar, segundo os rebeldes, pela falta de vontade de paz do governo do presidente Andrés Pastrana.
A ofensiva do ELN, a segunda maior guerrilha da Colômbia, que começou no sábado em cooperação com outros grupos guerrilheiros, incluiu incêndios de veículos, sequestros, destruição de pontes e de torres de energia e bloqueios de rodovias, entre elas a Bogotá-Medellín, que une as duas principais cidades do país.
"Todas as nossas ações militares são contra a intransigência do governo de Andrés Pastrana, contra sua exclusão, mas em especial em apoio a todas as lutas justas do povo e seus trabalhadores", disse a guerrilha em um comunicado.
Antonio García, chefe militar do ELN, que leu o comunicado através da emissora de rádio RCN, explicou que depois de cinco reuniões em Caracas e Havana entre delegados do governo e a guerrilha não se chegou a um acordo sobre o local onde seria realizada a convenção nacional e a mesa de negociações pela paz.
"Notamos ausência de paz no governo", disse o chefe militar do ELN. "Não entendemos porque o governo não deu o passo que poderia nos aproximar de um entendimento. Temos disposição para buscar uma saída para o conflito", acrescentou.
O ELN pede a entrega de quatro municípios, totalizando uma área de 6.000 quilômetros quadrados no norte do país. O governo rechaça a exigência da guerrilha por tratar-se de uma zona onde atuam todos os grupos guerrilheiros e paramilitares e é economicamente estratégica por suas riquezas naturais.

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