Julgamento de Elize Matsunaga (à esq.) entra no quinto dia nesta sexta-feira
Julgamento de Elize Matsunaga (à esq.) entra no quinto dia nesta sexta-feira | Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo



São Paulo - O perito Carlos Alberto de Souza Coelho afirmou nesta quinta (1º), no quarto dia no júri no Fórum Mário Guimarães, na Barra Funda (zona oeste), que é possível que Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 35 anos, não soubesse que Marcos Kitano Matsunaga estivesse vivo quando começou a esquartejá-lo.

Questionado se seria possível alguém acreditar que Marcos já estivesse morto após o tiro disparado por Elize, Coelho disse que sim. "Ele estava respirando de forma tênue, superficial", disse Coelho. "Acredito que a pessoa cometeria um equívoco [ao achar que estava morto]", falou. Ele explicou, porém, que uma pessoa com habilidade em enfermagem, como é o caso de Elize, poderia notar os sinais vitais.

Segundo o perito, Marcos permaneceu vivo após os disparo. "Endosso os laudos de que não houve morte imediata", falou. Para ele, seria possível socorrer Marcos. "Foi tirada a chance de sobrevida, porque se abandonou o trauma no crânio à própria evolução." Para Coelho, Marcos não sentiu dor quando foi decapitado. "No sentido que nós conhecemos, ele não sofreu dor", disse. "Acredito que haveria uma ação de reflexo do organismo, mas não interpretaria como dor."

MEIO CRUEL
Para a defesa, a ausência de dor elimina a possibilidade de que o crime tenha sido cometido por "meio cruel", o que aumentaria a pena de Elize, se condenada. "A ausência de dor exclui a qualificadora de que o crime foi cometido com meio cruel. A acusação fala muito da asfixia. Só posso falar de asfixia com o sofrimento. Sem sofrimento, jamais", afirmou nesta quinta (1º) o advogado de Elize, Luciano Santoro.

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