Elián já apresenta sequelas psicológicas, dizem avós.
Havana, 02 (AE-ANSA) - As avós de Elián González, Mariela Quintana e Raquel Rodríguez, expressaram hoje (02), durante entrevista concedida à televisão estatal cubana, que seu neto já apresenta sequelas psicológicas devido às pressões de seus familiares dos EUA, "que o usam em um show permanente e o mantêm sequestrado em Miami".
Quintana e Rodríguez compareceram hoje a um programa especial da televisão cubana para dar o testemunho de sua viagem aos EUA, que teve o propósito de preparar o regresso do garoto. As avós retornaram no domingo a Cuba, onde foram recebidas pelas autoridades como "heroínas, valentes e valorosas mulheres cubanas".
Familiares das avós, entre eles Juan Miguel González, pai de Elián, também estiveram presentes no programa de televisão, apresentado pela jornalista Arlyn Rodriguez, locutora do noticiário matutino da Rádio Rebelde.
"O menino estava com medo, com a cara muito triste, não era o mesmo Eliancito que conhecíamos. O abraçamos, o beijamos, lhe mostramos fotos da família e o entregamos os presentes enviados por seus coleguinhas de classe. Prometemos que ele voltaria a Cuba e ele concordou com a cabeça", relataram Quintana e Rodríguez.
Em 26 de janeiro, as duas avós se encontraram com Elián durante uma hora e meia em meio à tensão provocada pelos parentes de Miami, que pediram a custódia sobre o menino.
Quintana, avó paterna, e Rodríguez, avó materna, viajaram aos EUA a convite do Conselho Mundial de Igrejas e acompanhadas pelo reverendo cubano Pablo Oden Morichal, presidente do Conselho de Igrejas de Cuba.





