Elián Gonzalez deve retornar a Cuba, segundo Washington Post
Washington, 04 (AE-ANSA) - O jornal Washington Post publicou nesta terça-feira (04) que as autoridades do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos deverão autorizar o regresso a Cuba do garoto Elián González.
Ele é sobrevivente de um naufrágio na costa norte-americana, permanece na Flórida e é reclamado por seu pai na ilha.
Segundo o diário, as autoridades pediram ao governo cubano uma autorização para que o pai do menino viaje a Miami para levá-lo de volta a seu país.
"A aparição do pai serviria para limitar a revolta legal e emotiva da comunidade cubana da Flórida" pelo regresso do garoto a Cuba, explicou ao jornal uma fonte do Serviço de Imigração.
O governo cubano pediu reiteradamente aos Estados Unidos que permitam o retorno da criança, sobrevivente de um naufrágio no qual a mãe e o padrasto morreram.
Em Havana, as manifestações públicas que pedem a volta de Elián foram retomadas enquanto hoje parecia avançar cautelosamente a mediação de uma organização religiosa norte-americana.
Outra "marcha do povo combatente", desta vez na cidade central de Villa Clara, reuniu ontem milhares de pessoas, que desfilaram frente ao mausoléu que guarda os restos do guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara.
Os manifestantes exigiam o regresso do menino de seis anos de idade. Ele está sob custódia de um tio-avô paterno em Miami desde novembro, quando foi resgatado do mar.
Enquanto outros protestos estavam previstos para hoje em Havana, a religiosa norte-americana Joan Brown Campbell, desde ontem na capital, realiza o que parece ser uma mediação entre os governos de Cuba e Estados Unidos.
Campbell, dirigente do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos, visitou Juan Miguel González, pai de Elián, residente em Cuba. Após o encontro, Campbell prometeu publicamente que aconselhará o presidente norte-americano Bill Clinton a devolver o garoto a Cuba e que o caso seja tratado sem influências políticas.





