São Paulo, 29 (AE) - A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) não quer que o governo brasileiro inclua os produtos eletroeletrônicos do País nas negociações comerciais que o Itamaraty retomará na próxima semana, na Cidade do México, com o México.
"A posição da Eletros é não negociadora. Ou seja, os produtos brasileiros não devem ser incluídos no acordo", diz um comunicado distribuído hoje pela entidade. A partir de segunda-feira, a missão diplomática presidida pelo embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário geral de Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior, inicirá as primeiras conversações para chegar a um acordo que permita reduzir tarifas de importação de produtos de alguns setores, entre eles automóveis, eletroeletrônicos, têxteis e alimentos.
A Eletros considera que os fabricantes brasileiros não contam com as mesmas vantagens da indústria mexicana, em decorrência dos benefícios que ela possui e os quais não têm paralelo na legislação brasileira. "Isso criaria uma profunda assimetria em termos de competitividade entre as indústrias dos dois países", afirma a Eletros.
A entidade alega ainda que a indústria mexicana tem capacidade de produção superior à da indústria brasileira, exportando quase a totalidade de seus produtos para os Estados Unidos, o que lhe garante escala e competitividade, acentuando as diferenças entre as duas indústrias. O comunicado da Eletros lembra que existem algumas exceções as quais poderiam ser incluídas no acordo bilateral com o México, entre elas a linha branca (fogões, alguns refrigeradores, máquinas de lavar roupa e condicionadores de ar) e máquinas de cosutura. De acordo com o comunicadido da entidade, a posição da Eletros foi manifestada por carta aos ministros Alcides Tápias e Luis Felipe Lampreia e aos responsáveis pelas negociações.

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