Eletronuclear pode fazer obras de reforço nas usinas
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Roberto Cordeiro<br> Agência Estado<br> De Brasília 
O diretor-presidente da Eletrobrás Termonuclear (Eletronuclear), Flávio Decat de Moura, afirmou ontem na Câmara que poderá determinar obras de reforço das estruturas das Usinas Nucleares Angra 1 e 2, em Angra dos Reis, no Rio, como forma de proteger o complexo de possíveis atentados terroristas. Mas Moura afirmou que Angra 1 suportaria o impacto de um Boeing.
Decat explicou que foram feitos testes na Alemanha, usando aviões contra estruturas nucleares desativadas. Os resultados comprovaram que paredes com 70 centímetros de espessura são capazes de aguentar o impacto de um Boeing de 180 toneladas numa velocidade de 800 quilômetros por hora.
Moura informou também que as visitas ao complexo nuclear brasileiro são controladas pela segurança porque o governo federal está preocupado com um eventual ataque às instalações. A entrada de visitantes às usinas precisa ser aprovada com antecedência de uma semana. A direção de Angra decide a quantidade de visitantes que podem percorrer as dependências em determinados horários e dias da semana.
O diretor-presidente da Eletronuclear informou aos deputados que a empresa mudará o processo de comunicação com a população de Angra dos Reis e autoridades do Rio, se ocorrerem futuras ''anomalias''. A estatal recebeu críticas porque demorou a informar o acidente ocorrido em 28 de maio, quando 22 mil litros de água radioativa vazaram.


