'Eles vão ter que provar as acusações', rebate diretor
Eles vão ter que provar as
acusações, rebate diretor
O presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas, José Eduardo Bandeira de Mello, negou ontem a realização de qualquer reunião pela Abifarma com o intuito de coibir a distribuição de remédios genéricos no País. Vão ter que provar todas as acusações, nunca houve qualquer reunião com nosso apoio e a ata não faz qualquer menção à Abifarma, reagiu ele, ameaçando entrar com ações judiciais por calúnia e difamação contra o Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) e o Instituto de Defesa do Usuário de Medicamentos (Idum).
Bandeira de Mello disse que a associação é apenas um representante político e institucional dos 62 laboratórios associados. Não nos metemos em qualquer outro assunto, argumentou. Ele ainda questionou a denúncia de que alguns assessores dos ministérios da Saúde e da Fazenda foram indicados pela Abifarma. Seria importante que ele identificasse os nomes dos homens indicados por nós. Quem acusa, dá o nome e assina embaixo, afirmou ele.
Em entrevista à Folha, Bandeira de Mello reafirmou que não existe qualquer medicamento genérico autorizado para ser comercializado no mercado brasileiro. De acordo com ele, existem apenas 14 pedidos de registro de genéricos em estudo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Estão tentando confundir a população sobre os medicamentos genéricos e os similares. Os genéricos precisam ter a aprovação do governo federal e as embalagens precisam ter o indicativo de que o medicamento foi aprovado de acordo com lei federal. Não tem nenhum medicamento com isso, argumentou.
Rebatendo as acusações de formação de cartel, Bandeira de Mello disse que a campanha publicitária na imprensa tem como meta orientar a população para evitar troca de medicamentos de forma indevida nas farmácias. Não temos nada contra a indicação do médico de dois ou três medicamentos similares na receita. Somos contra a troca simples nas farmácias por similares, sem orientação médica, complementou.
A assessoria de imprensa da Abifarma informou que o valor gasto na campanha na imprensa não ultrapassou os R$ 8 milhões. Quem plantou chuva, vai colher tempestade, afirmou Bandeira de Mello. (L.P.)





