Curitiba- O representante comercial Diego Mazon Pereira, 25 anos, foi uma das vítimas de tratamento realizado de maneira incorreta. Ele procurou uma clínica quando tinha 15 anos por indicação de um colega e foi atraído pelo preço. ''Quem me atendeu foi um acadêmico recém-formado em Odontologia. Eles tinham 25 a 30 minutos para me atender na clínica. Parecia uma lanchonete de fast food'', contou.
Pereira usou aparelho fixo durante cinco anos. ''O meu tratamento foi o contrário. Em vez de trazer a arcada dentária para trás, trouxe mais para frente. Quebrei um dente em função disso, devido à pressão aplicada. O barato saiu caro'', contou. Ele pagou meio salário mínimo por mês durante cinco anos. Depois fez mais três anos de tratamento para corrigir o problema e desembolsou outros R$ 4 mil.
A secretária Gisele Laurindo recebeu a indicação de uma amiga para procurar uma clínica no Centro de Curitiba na qual não foi realizada nem a avaliação diagnóstica. Ela contou que usou aparelho durante cinco anos e nunca viu o dentista porque era atendida por uma auxiliar de consultório odontológico. Só descobriu mais tarde que a auxiliar não era dentista. ''Na clínica só eram trocadas as borrachinhas do aparelho. Não tive nenhuma mudança nos dentes com o tratamento'', contou.
Gisele tinha os caninos projetados um pouco para a frente. ''Perdi um dente. Nunca tiraram um raio-x na clínica'', disse. Os dentes não têm mais o encaixe adequado e ela sofre com muitas dores de cabeça diariamente.
A secretária pagou meio salário mínimo durante cinco anos. ''O serviço deles era mais barato. Não cobravam o aparelho, só a manutenção'', disse. Ela cansou de não ver resultados e um dia resolveu tirar o aparelho sozinha. Em seguida, partiu para o retratamento com outro profissional.(A.B.)

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