'Eles não queriam matar', afirma advogado dos PMs
O capitão da PM Ricardo de Souza e os soldados Luiz Antônio Silva, Márcio de Araújo David, Paulo Roberto Alves e Flavio Dias, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), acusados de matar por asfixa o sequestrador Sandro do Nascimento, contrataram o advogado Clóvis Sahione para defendê-los. Sahioni vai sustentar a tese de que em razão do estresse todo cidadão se transformou num atirador de elite no dia do crime, transmitido ao vivo pela televisão.
No início do inquérito, o capitão e os quatro PMs eram defendidos pela advogada Daniele Braga, que caiu em contradição ao tentar explicar a morte do sequestrador no trajeto até o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. Sahione argumenta que no dia do crime os militares estavam sob forte estresse e emoção, após horas de negociação. Eles não queriam matar o sequestrador nem a professora, disse Sahione. Se eles quisessem assassinar o Sandro, teriam feito diante de todos quando ele apareceu com a cabeça na janela, afirmou. (A.E.)





