Eles não entregaram. Nós é que fomos entrando
Londrina - "Na verdade, eles não entregaram. Nós é que fomos entrando", afirma o funcionário público Thiago Nunes, síndico do Condomínio Iguaçu, no Jardim Santiago (zona oeste). O empreendimento, com sete casas e sete sobrados, é um dos dois únicos que a construtora Iguaçu do Brasil efetivamente entregou na cidade. O outro é o Imperial, do mesmo padrão, que fica ao lado. Só que a entrega, no início de 2013, não significou tranquilidade para os moradores. "A maioria das casas não estava pronta. A minha mesmo eu tive que pintar, eles só deram uma mão de tinta para entregar rápido", diz Nunes. Ele acredita que a construtora apressou as obras quando o golpe de estelionato foi revelado pelo Gaeco, com a prisão dos proprietários. "Eles queriam dar a impressão de que a empresa estava trabalhando corretamente", afirma. O síndico conta que os moradores assumiram várias obras de melhorias no condomínio, como a iluminação da área comum, instalação de cerca elétrica, grade de segurança, interfone e dos vidros com películas de insulfilme na guarita, além da reforma da calçada, com rebaixamento para deficientes e piso tátil. Mas o maior transtorno, segundo Thiago Nunes, é o fato das casas não estar regularizadas na prefeitura, o que impede a liberação do alvará de Habite-se e a legalização do contrato de financiamento. "O que mais essa situação trouxe de preocupante é a questão de não podermos fazer a escritura das casas em nosso nome. Tem gente que comprou para vender, mas ficou amarrado, porque não tem o Habite-se. Alguns proprietários conseguiram a adjudicação, mas como a construtora não entregou os documentos e está com os bens bloqueados, o habite-se não foi liberado", explica o proprietário, que tenta obter na Justiça a liberação do financiamento. Ele quitou metade da casa. Os moradores já entraram com ação judicial para dar entrada na liberação do Habite-se.(D.P.)





