Londrina - Entre as pessoas que estavam na sala de espera do HU ontem, estava uma pessoa que se identificou apenas como Patrícia. Ela relatou que estava no hospital há cinco horas esperando um médico para analisar uma tomografia do filho dela.
"Não é porque os servidores paralisaram as atividades que o atendimento é assim. O atendimento é sempre demorado. Isso precisa melhorar", criticou. Ela apoiou o movimento grevista, embora ache que é a população que acaba penalizada com as decisões do governo. "Nós não podemos pagar por isso", clamou.
Na sala de espera do HU, a dona de casa Aline Ferreira Coelho também ficou preocupada com a sua filha de seis anos, que fraturou o braço, mas também não recriminou os servidores que paralisaram as atividades. "Eles estão no direito deles", resumiu.
Lucas Kiyoshi de Oliveira estava com sua filha de seis meses em estado febril, mas ressaltou que os servidores estão certos em protestar. Ele foi uma das pessoas que receberam atendimento no Hospital da Zona Norte, onde cerca de 40 manifestantes permaneceram em frente ao hospital nessa paralisação parcial. "Mas é claro que toda paralisação preocupa. Se em um dia normal já ficamos sem médico, imagina durante uma paralisação. Com certeza vai ficar pior", declarou.
O vendedor Luciano Lourenço, de 25 anos, também aguardava atendimento no HZN. "Como eu fui encaminhado pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, fui atendido prontamente e não enfrentei problema algum", ressaltou. (V.O.)

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