Goiânia, 22 (AE) - Pelo menos algum dos sequestradores tinham relação com a família do compositor Wellington Camargo e na pamonharia onde ele era gerente. O motoboy Cristovaldo Rodrigues Barros, entregador de pamonha, foi escolhido pelos sequestradores para levar os US$ 300 mil do resgate até uma estrada vicinal. "Eles conhecem todo mundo", disse Barros, acrescentando que outro motoboy seria o encarregado de levar o dinheiro. "Mas eles disseram que tinham confiança em mim."
Entre as pessoas detidas até hoje havia pelo menos um ex-funcionário da pamonharia de Glaucia Camargo, cunhada de Wellington, Segundo o motoboy o sequestrador que pegou o dinheiro usava capuz. "Ele estava longe, mas vI que estava de capuz", contou Barros, pouco depois de visitar o compositor. Os US$ 300 mil foram entregues em uma estrada vicinal entre os municípios de Abadia de Goiás e Trindade, a 40 quilômetros de Goiânia.
Os sequestradores pediram a Emanuel Camargo, irmão de Wellington, que fosse Cristovaldo Barros a pessoa indicada para levar o dinheiro, tem notas de US$ 50 e US$ 100, conforme exigência da quadrilha. O dinheiro foi colocado em uma pasta dentro do bagageiro de carregar pamonha. "Os sequestradores disseram a mim como proceder por meio de um celular e pediram para colocar o dinheiro em uma caixa que estaria abandonada no meio da estrada", disse o motoboy. Barros ainda não foi ouvido pela polícia.
O dinheiro foi entregue na noite de sexta-feira, mas a polícia não foi avisada do local. "Não tinha ninguém me seguindo", afirmou o motoboy, ressaltando que o acerto foi feito entre ele e Emanuel. "O sequestrador exigiu que fosse eu, não sei porque".
local onde foi pago o resgate é próximo de onde Wellington foi deixado na noite de sábado pelos sequestradores e nas imediações do cativeiro onde o compositor ficou por 95 dias.

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