São Paulo, 05 (AE) - O telefone não parou de tocar hoje no gabinete dos vereadores governistas que integram a comissão encarregada de analisar o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN). Os eleitores querem saber se procedem as denúncias, se Pitta deve ser mesmo cassado e, principalmente, qual a posição do vereador a quem deram seu voto.
Desde que foram nomeados os representantes da Comissão Especial, Ivo Morganti (PMDB) recebeu muitas ligações de seus eleitores procurando saber se ele votará contra ou a favor do impeachment do prefeito. Morganti ainda não se definiu. De acordo com a Assessoria de Imprensa do vereador, muitos eleitores têm pressionado para que ele vote a favor do afastamento do prefeito. Há, entretanto, pessoas tão indecisas quando o vereador, que perguntam se Pitta deve mesmo ser afastado do cargo.
Até as 17 horas, o gabinete de Natalício Bezerra (PTB) tinha recebido 88 telefonemas, para ficar apenas nos que foram anotados. "Todos pedem para ele votar a favor do pedido da OAB", disse o assessor José Roberto de Souza.
Maçarocas - "Hoje eu sou contra o prefeito", afirmou Bezerra. Mas não garantiu que vá manter essa posição. "Daqui a 5 ou 15 dias muitas coisas podem mudar; posso nem estar vivo", disse. "Não vou condenar só porque a OAB mandou três maçarocas de papel." Ele chegou a dizer que recebeu "pressão popular", mas depois voltou atrás. "Não tô vendo população nenhuma pressionando."
Wadih Mutran (PPB) confirmou ter recebido centenas de telefonemas. No entanto, segundo ele, todos elogiavam sua atuação. "Recebo 200, 300 ligações por dia dando parabéns pelo meu desempenho e hoje não foi diferente", afirmou. "Sempre tem um ou outro que liga dizendo para eu tomar cuidado, que posso perder a eleição, mas são poucos."
A assessora de Imprensa de Brasil Vita (PPB), Sandra Regina dos Santos, informou que todos os telefonemas recebidos elogiavam o discurso feito por ele ontem (04) na Câmara e a sua posição de que votará a favor da cassação do prefeito se houver "provas concretas".

mockup