Eleições presidenciais na Nigéria transcorrem em calma
Abuja, 27 (AE-REUTERS) - Nigerianos votaram ordeiramente hoje (27) nas eleições presidenciais que devem pôr fim a 15 anos de ditadura militar na nação mais populosa da áfrica.
Cerca de 40 milhões de eleitores foram escolher entre o ex- governante militar general Olusegun Obasanjo, que entregou o poder para o último presidente eleito em 1979, e o ex-ministro das Finanças Olu Falae.
Filas foram formadas no começo da manhã nos locais de votação em muitas partes desta nação do oeste da áfrica de 108 milhões de habitantes, e a contagem teve início assim que as urnas foram fechadas às 14h30 (horário local).
"Pelo que vi, estou muito contente com a participação... Acredito que temos um longo caminho, tanto os soldados quanto os civis", afirmou o líder militar general Abdulsalami Abubakar, que tem prometido entregar o poder ao vencedor em 29 de maio.
Os dois candidatos são cristãos da etnia ioruba do sudoeste, e o resultado significará uma transferência de poder da largamente muçulmana etnia haussa, do norte.
Obasanjo é o favorito já que seu Partido Democrático Popular (PDP) ganhou as recentes eleições para assembléias locais, estaduais e nacional. Falae disputa pelo Partido de Todos os Povos (PTP) numa frágil aliança eleitoral com seu próprio partido, a Aliança para a Democracia.
Os primeiros resultados não-oficiais de um punhado de zonas eleitorais em Abuja e do Porto Harcourt, no sudeste, sugeriam uma eleição muito disputada, com o PTP ganhando terreno em alguns bastiões do PDP.
"Esperamos que a transição para a democracia será tranquila e, com o resto do mundo observando, a Nigéria irá novamente reconquistar sua antiga glória", disse Obasanjo a repórteres enquanto votava em sua cidade-natal de Abeokuta, no sudoeste.
Falae votou em sua cidade-natal de Akure, também no sudoeste. "Se a eleição de hoje for livre e justa e pacífica e o general Obasanjo vencer nessas circunstâncias, serei a primeira pessoa a congratulá- lo", disse Falae.





