Londrina - A eleição para a diretoria do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PR), que aconteceu durante o dia de ontem em 32 municípios, começou tumultuada em Londrina. Cerca de oito mil pessoas deveriam votar na região. O sistema eletrônico apresentou problemas e a votação passou a acontecer manualmente. Por volta das 9 horas da manhã, uma grande quantidade de pessoas aguardava na porta do único local de votação, a Escola Estadual Evaristo da Veiga (Área Central). A fila chegou a ocupar dois quarteirões.
O clima era de revolta entre os profissionais. Muitos estavam em horário de trabalho e outros seguiram direto do plantão da noite. O voto, segundo relataram à FOLHA, era obrigatório. ''Por que não colocaram outros locais de votação?'', questionou Vera Lúcia Gomes da Silva, técnica em enfermagem. A auxiliar Enir Folly, que atua na área há mais de 30 anos, lamentou a falta de estrutura e o desrespeito com a categoria. ''Antes o voto acontecia via correio. É a primeira vez que a eleição é presencial'', disse. ''Estou em horário de trabalho. Não recebemos nenhuma prioridade. É um absurdo'', reclamou a auxiliar Lidia Diazzi.
Segundo Rosângela Oliveira, da comissão eleitoral, justamente no horário em que o sistema apresentou problema, havia uma grande quantidade de pessoas aguardando, o qua agravou a situação. Sobre o fato de Londrina contar apenas com um local para votação, ela alegou que havia 14 urnas em funcionamento e que era suficiente para atender a demanda.
De acordo com Rosângela, os profissionais que estavam em horário de trabalho deveriam ter prioridade para votar. Ela destacou que a próxima eleição provavelmente aconteça por meio da internet ou via correio. ''Este ano, o Conselho Federal de Enfermagem não autorizou outras formas de votação'', explicou.

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