Elefante marinho é atração na reinauguração do aquário do Zôo do Rio
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quinta-feira, 28 de outubro de 1999
Por Clarissa Thomé 
Rio, 29 (AE) - Um elefante marinho de 324 quilos foi a grande atração na reinauguração do aquário do zoológico do Rio, reaberto após quase 50 anos. Ele encantou as crianças com brincadeiras para conseguir comida e chegou a "beijar" os fotógrafos. Por causa do corpanzil, o bicho, que se alimenta com 20 quilos de peixe por dia, foi batizado de ACM - alusão ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães. O elefante marinho foi encontrado em Búzios, na Região dos Lagos, há dois meses, trazido por uma corrente fria que o tirou da região sul.
Segundo a administração do zoológico, ele é o único animal de sua espécie em cativeiro no país. ACM substitui FHC, elefante marinho que não resistiu ao calor e morreu sem popularidade, num tanque inadequado. Para não correr o risco de perder o novo hóspede, os técnicos do zoo instalaram dois aparelhos de ar condicionado que mantém a água do lago em 18º C e umedecem seus olhos com água salgada.
Recuperação - O aquário do zoológico, projetado a pedido de D. Pedro II pelo francês August Glaziou, em 1910, ficou fechado por quase 50 anos. O lugar foi ocupado por mendigos e do aquário original restavam apenas ruínas. A restauração custou R$ 900 mil e recuperou a arquitetura que simula uma caverna. A Fundação RioZoo comprou peixes da região amazônica: tucunaré, tambaqui, surubim, entre outras 50 espécies. Eles estão expostos em 28 tanques. Espécies mais exóticas, como o tubarão siamês ou o peixe elétrico poraquê, foram as preferidas das crianças.
Durante a inauguração do Zooquarium, o prefeito Luiz Paulo Conde anunciou que o estande de tiros do Exército, vizinho ao zoológico, vai ser desativado. Essa é uma reinvindicação antiga dos tratadores de animais. Segundo eles, os bichos vivem estressados. De acordo com Conde, o Exército vai indicar o local onde quer que a prefeitura construa o novo estande de tiros e a área do antigo campo vai ser encampada pelo zoológico.


