Elas se preparam para a separação
Curitiba- Há cerca de quatro anos, ficou marcado para Juliane Pereira a separação da filha acolhida GG (apelido), que foi criada por ela dos três dias de vida até os três anos de idade. ''Foi uma dor terrível, porque para mim ela era minha filha de verdade mesmo. Ela veio para mim ainda com cordão umbilical. Ficou um vazio no coração que só foi preenchido com o nascimento de minha segunda filha biológica. Deus fez isso por mim'', lembrou a mãe social.
Recentemente, ela reencontrou a menina, agora com sete anos. ''Ela não me reconheceu. Mas continua linda e meiga, o mesmo jeitinho que tinha quando eu a criava'', recorda Juliane.
Já na capacitação para os pais sociais, fica esclarecido o fato da separação futura dos filhos acolhidos. ''Sabemos que eles não são nossos e que vão embora um dia e eu me preparo para isso. Sempre vamos sofrer. Mas saber que eles estão felizes conosco, depois de viverem dificuldades, já é um conforto'', disse Juliane. ''A gente sabe que haverá a despedida. Mas não é por isso que vou amá-los parcialmente. Isso não é possível. Quando amamos os filhos, amamos de verdade'', enfatiza Geisa da Silva.
Os filhos acolhidos reconhecem e fazem questão de demonstrar a gratidão às suas mães sociais. ''Para ela não existem limites para fazer as coisas por nós. A minha (Roseni) é muito boa, mas não deixa de corrigir meus erros. Ela gosta muito de mim e me faz feliz'', contou o adolescente F., de 13 anos, que promete fazer um jantar surpresa para Roseni, junto com os irmãos, no Dia das Mães.(F.G.)





