Elaboração da carta só começou no dia 15 de janeiro, diz superintendente
Brasília, 6 (AE) - O superintendente geral da BM&F, Edemir Pinto, informou à CPI que somente no dia 15 de janeiro começou a discutir a elaboração da carta da bolsa enviada ao Banco Central, que alerta para risco sistêmico no mercado. Segundo contou, no dia 15, às 11h30, a chefe do departamento de fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi, lhe telefonou para formalizar na carta os entendimentos que o Banco Central e a BM&F vinham mantendo. Ele disse que, nesse dia, ele e o então superintendente geral da BM&F, Dorival Rodrigues Alves, prepararam uma minuta da carta que foi enviada ao BC por fax. Tereza telefonou pedindo que fossem feitas algumas alterações no texto da carta, que culminaram no modelo final, que foi enviado. Edemir Pinto explicou à CPI que nos dias 13 e 14 tratou com o BC apenas das posições do Banco Marka. E afirmou também que a BM&F estava preocupada com o risco dos mercados pela pressão nas reservas internacionais, pressão na credibilidade e redução do volume no interbancário.
Ele falou que "a BM&F tinha n fatores para expor aquilo que expos na carta". O relator da CPI, João Alberto, no entanto questionou essa preocupação da BM&F, já que no dia 23 de abril a BM&F enviou à CPI correspondência afirmando que a bolsa não podia enxergar as posições de risco existentes.





