Foi através da escola que a funcionária pública Ivone Aparecida Palmacene Neles, de 47 anos, de Londrina, descobriu que a filha, Anna Flávia, hoje com 9 anos, tinha um problema de visão.
Aos seis anos, depois que foi alfabetizada, Anna Flávia se interessou por livros e passou a ler muito. Foi também quando a mãe percebeu que algumas vezes ela ''se perdia'' durante a leitura, ''não conseguia acompanhar direito as linhas''.''E depois, ela reclamava dos olhos ardendo e lacrimejando'', conta. Uma consulta ao oftalmologista mostrou que, na época, a menina apresentava 0,5 graus de astigmatismo em um olho e 0,75 graus no outro.
Anna Flávia, lembra Ivone, não gostou muito da novidade de ter que usar óculos, mas se rendeu ao modelo que escolheu na cor preferida, rosa. Hoje, a menina usa os óculos principalmente para ler, além de usá-los durante as aulas. ''Para usar o computador ou para ver TV, ela não gosta muito de usar os óculos, mas seria o ideal. Na escola, ela usa durante as aulas e tira no recreio'', diz a mãe. (C.P.)

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