Ela perderia a fase de brincar, importante no desenvolvimento
Londrina - As duas regras valendo no Estado fazem que pais tenham atitudes diferentes com relação a matrícula dos filhos na escola. A servidora pública Sidneia Berg, de Londrina, não teve dúvidas e decidiu manter a filha Maria Clara por mais um ano no ensino infantil. A menina, que hoje está com 7 anos e frequenta o segundo ano, completa 8 em setembro. "Se eu quisesse, sabia que teria a lei ao meu lado, mas, na época, ela não tinha maturidade para acompanhar as outras crianças. Afinal, seriam, no mínimo, seis meses de diferença. Acho que ela também perderia a fase de brincar, importante no desenvolvimento. Hoje, vendo o desempenho dela, acredito que foi a melhor decisão", declara.
De outro lado, o auxiliar administrativo Tiago Nagi trava uma disputa com a Secretaria Municipal de Sapopema (Norte) para matricular sua filha de 5 anos no primeiro ano do ensino fundamental. "Ela completa 6 anos em junho, mas possui total capacidade para acompanhar as outras crianças. Até mesmo a professora dela comenta isso. O conselho municipal não acatou o parecer do Ministério Público aconselhando a matrícula da menina. Agora, vou ter de ingressar com mandado de segurança. Enquanto isso, está em casa perdendo as aulas", diz.
A secretária de Educação de Sapopema, Josiane Luque, comenta que a cidade possui sistema autônomo de educação e segue as leis federais. "A lei estadual não se sobrepõe. As crianças que ingressam no ensino fundamental no município devem ter 6 anos completos até 31 de março. A menina em questão não tem e ainda não fez o pré-2." Ainda segundo ela, a cidade já aderiu à lei que obriga as crianças a ingressarem no ensino infantil aos 4 anos. "Todas as crianças daqui estão inseridas no sistema com essa idade." (M.T.)





