São Paulo - O supervisor da equipe de Controle da Dor, da Divisão de Anestesia do HC, Irimar de Paulo Posso, fala sobre a importância de monitorar a dor.

  A dor pode mesmo ajudar na avaliação clínica do paciente?
  - A dor serve como sinalizador do mal apenas. Depois, tem de ser tratada, tanto quanto a doença. Ela só atrapalha a recuperação. Muitos ainda não tratam a dor, acreditando que isso possa ajudar na avaliação da doença. Nada disso. Ela é fundamental.

  Como ela é capaz de prejudicar?
- A dor aguda ajuda na liberação da adrenalina, que aumenta o trabalho cardíaco e o consumo de energia do organismo. Além disso, a dor tira a fome. A adrenalina diminui a contração do tubo digestivo, fazendo com que a comida fique parada no estômago, dando uma sensação de saciedade.

  Como surge a dor no organismo?
  - De uma lesão nos tecidos. A lesão libera substâncias que estimulam terminações nervosas até chegar ao sistema nevoso central, onde se torna consciente para o organismo. Lá, estimulam o sistema de defesa do organismo, com a produção de adrenalina. O hormônio prepara o corpo a enfrentar algum problema. Quando ele permanece, faz mal ao organismo.
  
Qual é o objetivo de usar a dor como um sinal vital?
  - Fora o aspecto de humanização, tratando a dor, temos uma recuperação 50% mais rápida.

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