Ela ainda brinca de boneca, diz mãe
''Comecei a ver que ela estava se desenvolvendo muito rápido. Ela deu uma 'esticada' e começou a ganhar peso. Em um ano, perdeu roupas e sapatos'', relata Alessandra, sobre a filha Isabela, de oito anos. Também apareceram os primeiros pelos, um cheiro forte quando a menina suava, e alguns cravos no rosto.
Os primeiros sinais começaram a ser percebidos há menos de um ano, poucos meses antes dela completar oito anos, e assustaram os pais. A mãe conta que também percebeu na filha mudanças de humor e irritação, típicos de tensão pré-menstrual (TPM). ''Ela ficava irritada do nada, agressiva, sem paciência com o irmão'', lembra.
O pediatra encaminhou a menina para um endocrinologista. Alessandra conta que Isabela fez exames que avaliaram o funcionamento de útero e ovários e mediu as taxas de hormônio. O diagnóstico mostrou que não havia alterações a ponto de ser necessário uso de medicamento, mas que alguns hábitos teriam que ser mudados. ''A médica recomendou atividade física e que ela dormisse mais. Também pediu para cuidar da alimentação, com a menor quantidade possível de embutidos'', conta.
Na dúvida, Alessandra diz que também diminuiu a quantidade de suco de soja, que Isabela tomava desde pequena porque tem intolerância ao leite, e reduziu a carne de frango, apesar de não haver comprovação de que esses alimentos interfiram na produção de hormônios. ''Fiquei um pouco assustada com a possibilidade de uma criança de oito anos menstruar. Ela poderia ficar pequena (com baixa estatura), sem contar que ela não teria maturidade emocional para passar por isso. Ela ainda brinca de boneca'', diz a mãe. O acompanhamento médico de Isabela, através de consultas e exames, é trimestral. (C.P.)





