As diversas agências da ONU estão se mobilizando para evitar que El Ni¤o, uma anomalia climática de efeitos devastadores, arruíne seus esforços em favor dos países em vias de desenvolvimento. ‘‘Enfant terrible’’ do casal atmosfera-oceano, El Ni¤o está secando os poços ou inundando as plantações, arruinando as economias de países que a ONU tenta ajudar a emergir.
A Assembléia Geral pretende adotar o mais rápido possível uma resolução para pedir às agências da ONU ‘‘que operem no âmbito de um mecanismo de cooperação a fim de reduzir o impacto negativo de El Ni¤o’’.
Trinta e sete países da Ásia, África e América Central já estão enfrentando dificuldades ligadas a El Ni¤o, que está secando a África Austral e uma parte da Ásia, ao mesmo tempo que provoca inundações mortais na Somália e Sudão.
As primeiras colheitas que sofreram os efeitos de El Ni¤o foram as da América Central e do Caribe. A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) teme que as condições climáticas afetem igualmente a segunda safra.
A FAO e o Programa Alimentar Mundial (PAM), com sede em Roma, pediram 9,4 milhões de dólares para alimentar 323.000 pessoas na Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e El Salvador.
O Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) recebeu 20 pedidos de ajuda desde o aparecimento do fenômeno, que perdurará previsivelmente com a mesma intensidade no primeiro trimestre do ano.

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