Ejaculação rápida atinge dois em cada dez homens
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Quando a ejaculação rápida e a disfunsão erétil fazem da cama do casal um campo de batalhas a solução pode estar na conversa, na busca por ajuda especializada, e até em medicamentos, mas sempre com orientação médica. Como lidar com a ejaculação rápida é o tema central do novo livro do psiquiatra e especialista em sexualidade Moacir Costa - ''Quando o sexo é mais rápido que o prazer''.
Lançado há cerca de 10 dias, durante o Congresso Brasileiro de Urologia, em Brasília, o livro aborda os aspectos culturais, comportamentais, fisiológicos e psicológicos associados à ejaculação rápida. E ainda alerta -pode não parecer, mas ejaculação rápida tem tudo a ver com disfunção erétil.
Isto porque a ejaculação rápida não tratada resulta em um quadro de apatia sexual, e a consequente falha de ereção. E não são poucos os casos: ''Quase 50% da população masculina entre 40 e 70 anos tem alguma forma de disfunção erétil'', aponta. A ejaculação rápida atinge dois em cada dez homens.
No livro, um capítulo inteiro é dedicado ao perfil do homem com ejaculação rápida. O médico ressalta que a iniciação sexual, ainda na adolescência, é determinante de alguns comportamentos - é nessa fase que o garoto tem acesso a comentários que o levam a relacionar o sexo a uma descarga de energia e não a uma relação de troca com a parceira.
Já o estresse, seja no trânsito, no trabalho ou na competição conjugal, também aparece na cama na forma de falha de ereção. ''Aí vira um ciclo vicioso, o homem bebe, come e fuma mais, fica mais angustiado e não tem ereção. Tudo piora se o casal não buscar tratamento'', afirma, lembrando que é possível sim se livrar do verdadeiro ''desmancha-prazer''.
Serviço:
O livro ''Quando o sexo é mais rápido que o prazer'', de autoria de Moacir Costa já está disponível nas livrarias. Preço: R$ 24,90


