O Estado não tem um estudo científico que avalie o impacto da vacina, por não existir uma cultura de diagnóstico que faça o registro esclarecendo a causa básica que desencadeou a morte ou a doença. Segundo Inês Vian, acredita-se que houve uma redução da doença de acordo com estudo do Ministério da Saúde (ver quadro).
A vacina que está sendo aplicada foi produzida a partir de pesquisas sobre os tipos de vírus circulantes no Hemisfério Sul. ''Todos anos é coletado material nos estados e feito o isolamento dos vírus circulantes, porque ele tem capacidade de se alterar geneticamente. A vacina desses ano tem componentes do vírus que estava circulando o ano passado'', explica Inês Vian.
No centro de Curitiba, a prefeitura instalou um estande de vacinação, na Boca Maldita, durante o período. Só nas primeiras horas da manhã de ontem, já tinham sido imunizadas quase 500 pessoas, como Helena Saraiva, 60 anos, que já toma a vacina há cinco.
''Tive câncer e fiquei com baixa imunidade. Me vacinando pego pouco resfriado e a gripe se apresenta de forma mais amena'', conta. Já o aposentado Antônio Lins, de 81 anos, afirma que não teve gripe desde de 2000. ''Não dá pra facilitar, principalmente no inverno. Graças a vacina não tive gripe nem outras complicações'', disse o aposentado.
O casal Nilceu Gonçalves Cordeiro e Maria de Lourdes Cordeiro, ambos de 68 anos, foram juntos até o estande da Boca Maldita. ''A gente nunca deixou de se vacinar e sempre fazemos juntos. O tempo na nossa cidade é inconstante demais, o que facilita ficar doente'', pontuou Nilceu. ''Se a gente pega resfriado é bem fraquinho. Nunca mais pegamos uma gripe forte'', afirmou Maria de Lourdes. Em casos raros, existe a contra-indicação para pessoas que têm alergia grave ao ovo de galinha, já que a vacina é sintetizada a partir de ovos embrionados.(F.G.)

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