Curitiba – O secretário Fernando Francischini, titular da pasta de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), anunciou ontem novas medidas para coibir o crescimento da criminalidade no Estado. O anúncio ocorreu um dia depois da morte de um investigador de 41 anos baleado durante confronto com bandidos após um assalto em Curitiba.
O reforço será feito por meio de remanejamento das escalas de trabalho dos policiais das unidades especiais. A meta é reforçar o policiamento ostensivo nas ruas no período considerado mais crítico em relação à incidência de crimes. Conforme o Departamento de Inteligência, a maioria das ocorrências é registrada no período entre 16 horas e meia-noite. "É neste período que ocorrem mais latrocínios e outros crimes patrimoniais, inclusive explosões de caixas eletrônicos. Este reforço será realizado inicialmente em Curitiba e região, devido à quantidade de ocorrências e, posteriormente, no interior", afirmou Francischini.
As unidades especiais envolvidas são Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Comandos e Operações Especiais (COE), Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) e Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial ( Tigre) terão as escalas de trabalho remanejadas para reforçar o efetivo nas ruas no período considerado mais crítico na incidência de crimes.
Além do reforço no efetivo das unidades especiais, a Sesp informou que a 2ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar do Paraná (PM2), que é responsável pelas ações de inteligência da corporação, terá como foco principal a investigação de policiais envolvidos em crimes. Segundo dados da própria corporação, 62 policiais foram afastados no ano passado.

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