Até o momento, a Petrobras ainda não entregou um projeto finalizado para a recuperação das áreas atingidas pelo acidente. De acordo com o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Andreguetto, a empresa ainda precisa aprofundar os planos de monitoramento e recuperação, além do diagnóstico do impacto em fauna, flora, solo e água. ‘‘Não se sabe, por exemplo, em que proporção os lençóis freáticos foram contaminados.’’
Segundo o superintendente regional do Ibama, Luiz Antônio de Mello, esse processo vem sendo acompanhado pelos órgãos ambientais. ‘‘Mas a Petrobras precisa agilizar os estudos e entregar os diagnósticos, para que já se inicie o trabalho de biorremediação. Afinal, ainda não se sabe direito onde está uma parte do óleo que vazou.’’
O representante da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária, Tadeu Lucaski, disse que muito do petróleo ficou impregnado em barrancos nas margens dos rios atingidos. ‘‘Quando aconteceu o acidente, as águas estavam baixas por causa da estiagem. Muito do óleo se infiltrou na terra e não se sabe a área atingida’’, afirmou.
Mello disse que o problema maior é em relação à contaminação das águas subterrâneas. ‘‘Já foram coletadas amostras que vão verificar os efeitos da infiltração’’, afirmou. Outro estudo que deve ser aprofundado é sobre as condições da fauna e flora.
Para o presidente do IAP, a discussão sobre a recuperação do local deve ser ampliada. ‘‘Esses rios vão ser recuperados e, para isso, é preciso que a população participe’’, disse Andreguetto. ‘‘O problema ambiental não se limita apenas ao vazamento. As águas dessa região já estavam mortas por causa de outros focos de contaminação’’, afirmou o engenheiro florestal Mario Moro, do Instituto Ecoplan.
Neste sábado, a Ecoplan promoverá, no Museu do Parque Cachoeira, em Araucária, uma reunião entre entidades ambientais e a sociedade, para traçar diretrizes futuras da recuperação dos rios. (I.R.)

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