A doença mais perigosa relacionada à exposição ao sol é o câncer de pele, provocado pelos raios ultravioleta B (UVB). Segundo os dermatologistas, ninguém desenvolve câncer em uma só temporada de verão. Mas os efeitos nocivos do sol são cumulativos.
Segundo pesquisa realizada pelo médico Lucio Bakos, da SBD, quem já se queimou o suficiente para que a pele descascasse mais de 30 vezes tem 11,4 vezes mais chance de desenvolver o melanoma, em comparação a quem nunca teve queimaduras.
Os raios solares são tão perigosos para a pele quanto para a visão. A incidência intensa deles pode contribuir para o aparecimento da catarata. Mais do que acessórios, os óculos de sol são fundamentais.
Outro problema de saúde relacionado ao verão são as micoses, que atingem a pele e até o cabelo e as unhas. Os lugares mais afetados são virilhas, dedos dos pés e outros locais onde há dobras na pele. O atrito causado por essas dobras provoca descamação e forma alimento para fungos, que preferem ambientes quentes e úmidos.
Quando não tratadas, as micoses podem causar infecções. Os cuidados precisam ser redobrados no caso de recém-nascidos e idosos. Os diabéticos devem prestar bastante atenção às alterações que surgirem nos pés, que não devem sofrer lesões.
Outra doença muito comum nas praias é o bicho geográfico - larvas que entram na pele em contato com areia contaminada por fezes de cães. Deve-se evitar andar descalço ou sentar diretamente na areia. O bicho geográfico ganhou esse nome porque costuma fazer desenhos, ao ''caminhar'' sob a pele, criando linhas que se assemelham a mapas.
Em geral, os sintomas começam com uma leve coceira, que tende a piorar. Logo aparecem pequenas irritações de cor vermelha. Os médicos aconselham as pessoas a não furar a pele com alfinetes ou fazer cortes para retirar o parasita. O risco de infecções é grande.

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