Santiago, 6 (AE) -- O impacto da desvalorização do real no Mercosul e na América Latina passou a ser um dos temas centrais de debates na Quinta Cúpula Econômica do Mercosul (Mercosur Economic Summit), organizado pelo World Economic Forum. Embora os temas das sessões paralelas, que começam hoje (quinta-feira), abordem problemas diferentes, entre eles os desafios do Mercosul no próximo milênio, ou como incrementar a competitividade do bloco regional ou até mesmo o que os investidores esperam da economia regional, a crise no Brasil e a sua eventul recuoeraçãoo não deixam de transfor-se no tema central das discussões. Hoje, os ministros Luis Felipe Lampreia e Celso Lafer participam de duas sessões paralelas, onde serão debatidos esses assuntos.
Ontem à noite, durante a abertura oficial da cúpula econômica, que não vai contar pela primeira vez com todos os líderes do Mercosul, o presidente chileno eduardo Frei lembrou que crescimento e a estabilidade econômica na América Latina são áreas onde onde foram concentrados todos os esforços dos países da região.
Durante o discurso de abertura da sessão plenária, o presidente chileno lembrou ainda que a América Latina deixou de lado o protecionismo para poder participar do processo de globalizaão do mundo. Para isso, acrescentou Frei, "precisamos, no entanto, construir uma base sólida para os acordos e traados já existentes". "Somente unidos poderemos enfrentar as grandes nações desenvolvidas", acrescentou Frei, no momento em que o Mercosul passa por mais uma fase crítica depois da desvalorização do real.
A Argentina, por exemplo, tem usado a mudança cambial no Brasil como subterfúgio para adotar medidas protecionistas, atendendo os apelos do setor privado argentino, que , em termos perdeu a competitividade de seus produtos.
Frei lembrou ainda que a América Latina é uma das regiões que mais investimentos estrangeiros diretos tem recebido nos últinmos anos. Respondendo a uma pergunda sobre por que o Chile ainda não se transformou em sócio pleno do Mercosul, o presidente chileno resumiu: por causa da quesão tarifária. Hoje a tarifa única de importação é de 10% e vai cair para 6% até o ano 2003. Já a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul varia de 0 a 20%, com uma média de 13% a 14%. Já o novo presidente do Paraguai, Luiz González Macchi, fez um discurso político para tentar mostrar que o país conseguiu superar a crise política que quase provocou um golpe de Estado. "Na América Latina não há mais espaço para caudilhos e líderes messiânicos e essa prova foi dada por meu país", afirmou aos mais de 500 participantes da Cúpula Econômica do Mercosul. Em rápida entrevista à imprenda, Macchi prometeu que seu governo se empenhará para acabar coma a pirataria. "Queremos oefercer aos investidores um país em ordem e com regras claras", finalizou.

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