Fisioterapeuta e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Auristela Moser também é coordenadora do projeto Escola de Coluna. Trata-se de um serviço gratuito criado pela universidade para oferecer orientações sobre a postura correta e treinamentos com exercícios adequados.
Sobre o tight lacing, ela alerta: ‘‘é uma prática que realmente resulta numa modificação corporal, mas os efeitos colaterais podem ser muito graves’’. Segundo a fisioterapeuta, o espartilho muito apertado bloqueia a movimentação do diafragama e, por consequência, prejudica a oxigenação e a circulação. A longo prazo a praticante pode ter a capacidade vital pulmonar diminuída, bem como o enfraquecimento do diafragma. ‘‘Dessa forma, será mais difícil combater doenças respiratórias sérias ou mesmo uma gripe’’, afirma.
Do ponto de vista postural, Auristela também não vê vantagens no tight lacing. Para ela, a postura é uma atitude do indivíduo e, portanto, não se corrige ‘‘de fora para dentro’’. ‘‘É como colocar o corpo numa forma e não deixá-lo crescer livremente. Obviamente, vai haver uma deformação’’. (O.G.)

mockup