Os educadores dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Curitiba entraram na tarde de quarta-feira (19) com um recurso na 5ª Câmara Cível de Curitiba para reverter a decisão que considera ilegal a greve iniciada na terça-feira (18). O pedido deve ser analisado pelo juiz Rodrigo Ribas.

A prefeitura havia entrado com ação na Justiça e conseguiu liminar para suspender a paralisação, mas os educadores mantiveram a greve. De acordo com o poder público, dos 199 CMEIs de Curitiba, 29 estão parados e 132 funcionam parcialmente em virtude do ato dos educadores.

Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), houve na manhã desta quinta-feira (20) uma nova manifestação em frente à sede da prefeitura para pedir avanços nas negociações. Eles pedem que a carreira de educador seja equiparada a de professores, pois, segundo eles, a maioria do membros da categoria possui ensino superior completo. Porém, trabalham 40 horas semanais e têm ganhos menores.

A reivindicação dos educadores é para que a carga horária trabalhada por semana seja reduzida para 30 horas e os ganhos salariais sejam mantidos em R$ 1.800. Uma carta foi encaminhada pelo sindicato ao prefeito Gustavo Fruet solicitando a presença dele na mesa de negociações. Eles reclamam que, até agora, somente os sercretários de Governo, Recursos Humanos e Educação estiveram nas reuniões com a categoria.

O Sismuc também deve enviar uma nova proposta para que a redução da carga horária semanal com a manutenção salarial seja feita de três a quatro anos.

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