Londrina - O Sindicato dos Servidores da Socioeducação do Paraná (Sindsec) aprovou indicativo de greve em repúdio ao pacote de medidas que tramita na Assembleia Legislativa do Estado. De acordo com o presidente do sindicato, Dirceu de Paula Soares, a paralisação deve começar nesta sexta-feira em todos os Centros de Socioeducação, locais onde são atendidos crianças e adolescentes infratores. "Vamos protocolar, nesta quarta, o documento com o aviso do indicativo de greve. A paralisação vai começar em 72 horas. Apenas os serviços básicos serão realizados", destacou.
Os 1,3 mil servidores do setor se revezarão para garantir a alimentação, os serviços de saúde e a higiene dos menores infratores. Os cursos de formação oferecidos aos adolescentes, as atividades recreativas e as visitas aos finais de semana serão suspensos. Conforme Soares, os profissionais da categoria estão com promoções atrasadas desde 2013. Vários socioeducadores aguardam desde novembro do ano passado o pagamento das progressões. Os valores referentes ao 1/3 de férias e às diárias de viagens para transportar os adolescentes infratores entre os Censes também estão pendentes.
Em todo o Paraná, 17 Centros de Socioeducação e oito unidades de semiliberdade funcionarão de forma parcial durante a greve. A maior preocupação da categoria, segundo o presidente do Sindsec, é a alteração no Paraná Previdência. Uma reunião entre os diretores do sindicato e a Secretaria de Estado da Justiça (Seju) foi agendada para o dia 24 de fevereiro. "Temos uma pauta de reivindicações feita na greve de 2012 que ainda não foi atendida pelo Governo do Estado. O plano de carreira, as escalas alternativas de trabalho, as incorporações das gratificações aos salários e o chamamento de, pelo menos, 600 educadores já aprovados no último concurso não foram atendidos", ressaltou.
Os agentes penitenciários também aprovaram o indicativo de greve. No entanto, a categoria só paralisará as atividades se os projetos forem aprovados sem modificações na Assembleia Legislativa. O presidente do Sindarspen, Antony Johnson, destacou que os agentes permanecerão mobilizados até o desfecho da votação. "Aprovamos a greve geral, mas esperamos que o governo recue em relação ao fim do quinquênio e às mudanças no Paraná Previdência. A gente espera que o governo tenha bom senso", frisou.
Na manhã de ontem, representantes da categoria participaram de uma reunião com o secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Francischini. "Repassamos a situação dos agentes e pedimos as modificações. Queremos um bom diálogo e esperamos avanços para a classe", destacou. Aproximadamente 500 agentes penitenciários participaram da manifestação realizada em frente à Assembleia Legislativa.

mockup