Londrina – Apesar do baixo desempenho do Brasil, a OCDE vê um grande potencial de crescimento econômico no País se a educação básica universal for priorizada. O estudo estima que se todos os adolescentes de 15 anos estiverem estudando e alcançarem nível básico de educação, o PIB do Brasil pode crescer mais de sete vezes nas próximas décadas. O diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher, cita o exemplo da Cingapura, que nos anos 1960 tinha altos índices de analfabetismo e hoje lidera o ranking.
A coordenadora geral do movimento Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, lamenta que, mais uma vez, o Brasil esteja entre os países com piores desempenhos no ranking da educação. A economista mestre em Políticas Públicas vê a falta de investimentos em educação como assintomática no Brasil. "Se falta investimento em infraestrutura, todos reclamam. Uma estrada esburacada ou um porto que não dá conta de escoar produção é muito mais visível do que a educação de baixa qualidade. Precisamos reconhecer a verdadeira importância da Educação", comparou.
Para Alejandra, o maior desafio do país hoje é a formação de professores. Segundo ela as baixas remunerações e a remuneração que fica em média 60% abaixo de outros profissionais com curso superior pesam na escolha do aluno. "Sem valorização, há um desinteresse total pelo magistério ou pela licenciatura. Os melhores alunos do Ensino Médio não vão se interessar pela docência. Isso é um fator que influencia nas avaliações", argumenta. (C.F.)

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