Curitiba - Avaliar para transformar. Esse é o objetivo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que será aplicado esta semana em todo o País. Só no Paraná, 17 mil alunos de 416 escolas públicas e particulares com turmas de 4 e 8 séries do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio vão fazer o exame. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1990, as provas avaliam o conhecimento dos alunos dentro do currículo básico das séries avaliadas. O resultado dos últimos anos não é nada animador, mas serviu para apontar as principais carências do sistema educacional no Brasil.
A coordenadora de Acompanhamento e Avaliação do Discente, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Arilete Cytrynski, explica que o resultado do Saeb informa o desempenho do aluno, permitindo que cada região defina as ações políticas que devem ser levadas em consideração para melhorar a educação em cada estado. No Paraná, por exemplo, as últimas avaliações mostraram a necessidade de investir na capacitação dos professores, principalmente das disciplinas de matemática e português. ''De um modo geral, a avaliação anterior mostrou que mais de 50% dos alunos do ensino básico não entendem o que lêem'', lembra Arilete. ''E as disciplinas de português e matemática são fundamentais para melhorar essa condição'', enfatiza.
''Não aguardamos uma melhora significativa do rendimento dos alunos este ano'', afirmou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luís Araújo. Segundo ele, há uma tendência histórica de queda no desempenho escolar, que vai demorar algum tempo para ser revertida.
Em todo o Brasil, 300 mil estudantes vão passar pela avaliação até a próxima sexta-feira. Os alunos respondem a testes das disciplinas de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, enfatizando a resolução de problemas. Além dos testes, são aplicados questionários para identificar o contexto social, econômico e cultural dos estudantes. ''Com os alunos informando o que sabem ou não, o que e como estão aprendendo e quais as maiores deficiências das escolas, será possível pensar numa educação com mais qualidade'', conclui Arilete.
Além dos alunos, diretores e professores das escolas também vão receber questionários. O MEC quer avaliar o empenho do professor na sala de aula e a influência de uma síndrome batizada de Desistência Simbólica do Educador. Também será feito um estudo para avaliar os resultados do programa Bolsa-Escola. (Com Agência Estado)

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