Educação à distância ganha espaço no Paraná
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná é o estado do Sul com maior número de alunos matriculados em cursos de educação à distância credenciados pelo Ministério da Educação. Com quase 141,8 mil matrículas, em 2006, respondeu por mais de 18% do contingente do País, ficando atrás apenas de São Paulo, que teve 149,6 mil estudantes que ingressaram nessa modalidade de ensino. Os dados estão no Anuário Brasileiro Estatístico da Educação Aberta e à Distância de 2007, publicado pela Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed).
Os números da educação à distância no Paraná, no ano passado, superaram em quase 58% os resultados de 2005, em termos de alunos. Somados, os alunos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina -116,8 mil- não atingem o total paranaense. De acordo com o último anuário da Abed, a Região Sul ocupou o lugar do Sudeste, respondendo por um em cada três alunos do País.
''O Paraná tem um diferencial que merece ser reconhecido, mas precisa melhorar muito na qualidade dos cursos'', avaliou o vice-presidente da Abed, Marcos Formiga, que é, também, professor na Universidade de Brasília (UnB) -instituição que liderou o ranking nacional em número de alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação à distância: 75.683. O segundo lugar é da Universidade Norte do Paraná (Unopar), com 68.260 alunos.
Apesar de reconhecer o crescimento da educação formal à distância como importante passo para ampliar e facilitar o acesso à população, Formiga tem uma postura crítica em relação às leis que regulamentam a oferta dos cursos não-presenciais. ''A legislação é muito restritiva. Credencia apenas os cursos à distância das instituições que disponibilizam o mesmo curso presencial. Tem que haver diretrizes gerais, mas que não sejam inibidoras'', apontou.
Para reforçar sua argumentação, Formiga citou o contingente de adolescentes de 14 a 17 anos que estão fora da escola: cerca de 12 milhões. ''Esse é um público em potencial para a educação à distância'', afirmou ele, lembrando de instituições tradicionais que deixaram de contribuir com a inclusão por não dispor de cursos presenciais.
O baixo percentual da população brasileira, com idade entre 18 e 25 anos, que está nas universidades -cerca de 11% ou 4,2 milhões- é apontado pelo professor como mais um motivo para o País investir na educação à distância. Ele lembrou que em países vizinhos, como Chile e Uruguai, esse índice chega a 30%, que é, na verdade, a meta do Plano Nacional de Educação, para 2010. ''Nossa educação é a mais legislada do mundo. Se fosse refletir em qualidade, eu aplaudiria'', complementou.


