Rio - Um dos advogados de Edmundo dos Santos Silva, Nabil Kardous, afirmou que, por meio de Alvaro Gomes de Farias Filho, um cliente antigo, o ex-presidente do Flamengo conheceu um certo doutor Edilson, supostamente advogado tributarista que disse que poderia agilizar, na Receita, o recebimento de créditos tributários ganhos por empresas na Justiça uma prática legal. Edmundo teria apresentado Edilson a vários empresários amigos, mas, três meses depois, ninguém recebera nada e todos começaram a telefonar para Edmundo para reclamar. Procurado por ele, Edilson teria lhe apresentado outra pessoa ''que poderia ajudar'': era Alberto da Silva Correia Neto. ''O senhor Alberto ofereceu ao meu cliente uma alternativa fora do contrato inicial e, portanto, ilegal'', contou o defensor de Edmundo.
''Disse: 'Vamos dar outro jeito'. Para meu cliente, esse termo já foi suficiente para mostrar que seria um procedimento ilegal. Ele nem ouviu qual era a proposta e pediu ao senhor Alberto que se retirasse.'' Segundo ele, Edmundo afirmou ''não querer mais nada'' com Edilson e Alberto e avisou que ligaria para os amigos, para que cancelassem o contrato.
No meio da tarde, a saída de Edmundo de seu escritório no centro do Rio foi marcada por tumulto. Atraídos pelo noticiário de televisão e pela movimentação de repórteres, curiosos se aglomeraram gritando palavras de ordem, exibindo cédulas, repetindo estribilhos e cantando até o hino do Flamengo. Quando Edmundo saiu, houve empurra-empurra.

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