Edmond Safra morre em incêndio criminoso em Mônaco
São Paulo, 03 (AE) - O banqueiro Edmond Safra, um dos homens mais ricos do mundo, morreu hoje sufocado em um incêndio, provocado por dois homens armados, que invadiram seu apartamento
localizado no Principado de Mônaco. A morte do banqueiro, que é irmão de Joseph e Mose Safra, proprietários do Banco Safra no Brasil, está sendo investigada pelas polícias francesa e monegasca.
Safra, de 68 anos, fundou o Republic National Bank of New York e foi considerado como um dos maiores banqueiros do mundo pela revista "Forbes". Segundo informações oficiais de Mônaco, Safra morreu sufocado em um banheiro, onde ele se refugiou com a acompanhante da neta de sua mulher, que também morreu sufocada. Sua mulher e a neta sobreviveram.
Os irmãos Joseph e Mose viajaram hoje para a Europa, para analisar o que a família fará daqui para a frente. Não está decidido ainda se o sepultamento de Edmond será em Israel, como foi o do irmão, que morreu em 1994. Uma nota oficial deve ser divulgada amanhã. Até as 20 horas de hoje a família não se havia pronunciado sobre o crime.
Venda - A morte de Safra não deverá afetar a principal transação financeira da vida do banqueiro: a venda do Republic National Bank of New York para a instituição financeira britânica HSBC, disseram hoje executivos do Republic, mas outros banqueiros discordam. Como a saúde do banqueiro não era perfeita
ele tomou providências para que o negócio fosse concretizado. Safra sofria do mal de Parkinson. O acordo foi aprovado pela superintendência de bancos de Nova York na quinta-feira e deve receber o sinal verde do Federal Reserve na segunda-feira. A fusão foi aprovada na terça-feira.
O acordo com Safra terminou depois de meses de especulações e oscilações fortes nos preços das ações do Republic. O banco investiga o envolvimento da Divisão de Futuros com o cliente Martin A. Armstrong, que controlava a Princeton Economic International e outras companhias e foi indiciado em outubro por supostamente ter causado prejuízos de cerca de US$ 950 milhões a investidores japoneses.





