Lisboa- O movimento dos editores portugueses contra o acordo ortográfico esvaziou. Mesmo os dois deputados e proprietários de editoras que lançaram o manifesto - Vasco Graça Moura e Zita Seabra - não apareceram no plenário para votar contra o acordo e, aproveitando a mudança, esta semana saíram os dois primeiros dicionários portugueses que incluem as modificações previstas.
  ‘‘A aprovação não foi uma surpresa para nós. Estávamos à espera e tínhamos a certeza de que iria ser aprovada. Neste momento, ainda não há orientações do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação sobre com vai se processar a implementação da nova grafia’’, afirma Paulo Gonçalves, porta-voz da Porto Editora.
  Segundo a direção de comunicação do grupo LeYa, que recentemente adquiriu 13 editoras, ‘‘presentemente, é impossível saber com exatidão as repercussões decorrentes da entrada em vigor do novo acordo ortográfico. O próprio mercado o dirá. Ainda assim, estamos atentos e temos tempo, pelo menos seis anos, para nos prepararmos para as adaptações que venham a ser necessárias’’.
  De acordo com o diretor de comunicação da LeYa, José Meneses, o grupo não tem posição nem a favor nem contra o acordo. O grupo considera que ‘‘a única desvantagem decorrente da entrada em vigor do novo acordo ortográfico que se nos vislumbra diz respeito aos custos de introdução das alterações nos manuais escolares e nos dicionários’’. (Folhapress)

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