Curitiba
O diretor da Editora Grupo 1, Ernani Paciornik, disse ontem que ‘‘a justiça foi feita’’, com a decisão do juiz da 2ª Vara Cível de Curitiba, João Domingos Puppi, que condenou o casal Heloísa e Vilfredo Schurmann, por quebra de contrato. Paciornik e os Schurmann haviam celebrado um contrato onde a editora teria exclusividade na divulgação da viagem de barco da família ao redor do mundo e publicação de um livro sobre a aventura.
Paciornik comentou que a decisão do juiz coloca um ponto final na discussão e prova que ele estava certo. Há dois anos Heloísa Schurmann escreveu o livro ‘‘Dez anos no Mar - Diário de Uma Aventura’’, editado pela Record (RJ). Paciornik afirma que este livro se baseou nos originais enviados por Vilfredo ao longo dos dez anos da viagem. ‘‘O livro de Heloísa é uma fraude’’, disse.
Com os originais que recebeu Paciornik publicou, em 95, o livro ‘‘A Mágica Viagem do Guapos’’. Ele afirma que a única diferença entre seu livro e o publicado por Heloísa é que o seu está na primeira pessoa e o da navegadora está em terceira. ‘‘Ela disse que lançaria uma obra sobre a visão de mulher, de esposa e de mãe’’, afirmou Paciornik.
Na fundamentação de seu despacho, o juiz Puppi analisa que a obra publicada por Heloísa ‘‘trata-se realmente de plágio’’. E que ‘‘a matéria utilizada em ambos os livros foi a mesma’’.
A advogada da Editora Grupo 1, Rogéria Dotti, não espera nenhuma modificação na decisão. ‘‘Ela foi tomada com base numa ampla perícia’, disse a advogada. Ela acredita que a indenização pode chegar a R$ 1 milhão. A família Schurmann vai recorrer da decisão do juiz. Eles têm 15 dias, a contar da data de publicação no Diário Oficial, para entrar com recurso.

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