São Paulo, 01 (AE) - O edital municipal para participação no programa de plantio e manutenção de árvores nas zonas norte e leste da cidade não atraiu interessados. A licitação para o Projeto São Paulo Verde prevê a entrega à iniciativa privada da manutenção de 100 mil árvores e o plantio de 100 mil mudas em dois anos de contrato. Em troca, as empresas podem negociar propaganda, sem necessidade de pagar por isso.
Essa é a segunda licitação em seis meses. Em julho, a Via Verde venceu a licitação para cuidar da zona sul e Pinheiros
zona oeste, e o Consórcio São Paulo Verde ficou com a região central, Vila Mariana, Ipiranga e Jabaquara, na zona sul. Segundo o diretor do Departamento de Parque e áreas Verdes (Depave) da Prefeitura, Luiz Cláudio Perez, 25 empresas manifestaram interesse no edital, mas desistiram na hora de apresentar as propostas. "Vamos propor a esse grupo novas condições de participação".
O projeto anterior, Um milhão de árvores, não atingiu seu objetivo e foi contestado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). A empresa Via Verde, responsável pelo projeto, contratada sem licitação, plantou só 80 mil árvores (8%) e não 1 milhão, como o previsto. Com a pressão do TCM, no fim de 1998, o Programa São Paulo Verde substituiu o anterior. As empresas interessadas participaram de licitação. Para isso, a cidade foi dividida em quatro áreas e cada empresa seria responsável por uma delas. Entre 1996 e 1998, a Prefeitura foi responsável por 218 mil e a Via Verde, por 80 mil. Em 1999, sem participação de empresas, houve o plantio de apenas 8 mil mudas.