Brasília - O ex-jogador de futebol Edílson da Silva Ferreira, o "Capetinha", prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal de Goiânia (GO) ontem. Investigado por suspeita de participação num esquema de falsificação de bilhetes de loteria, o ex-atleta depôs por aproximadamente três horas. De acordo com o advogado de Edílson, Thiago Phileto, os investigadores recomendaram a ele que não saia do País sem comunicar à Polícia Federal. Ainda segundo Phileto, seu cliente apresentou documentos, como extratos bancários, para tentar mostrar aos policiais que não foi beneficiado financeiramente e que jamais participou do esquema.
O advogado confirmou à reportagem, porém, que Edílson manteve contatos telefônicos com um dos integrantes da quadrilha, desarticulada pela PF na semana passada. "Foram apenas dois telefonemas, em que esse sujeito ofereceu serviços de assessoria jurídica e de imprensa ao Edílson, mas ele não aceitou. Ele esclareceu isso no depoimento", afirmou Phileto. "Como ele disse aos policiais, como pessoa pública, ele é frequentemente procurado por diferentes tipos de gente", acrescentou o advogado.
A Polícia Federal deflagrou na semana passada a Operação Desventura para combater uma organização criminosa especializada em falsificar bilhetes de loteria premiados. Em um ano de investigação, a PF identificou prejuízos de ao menos R$ 60 milhões. O esquema contava com a participação de clientes e gerentes da Caixa Econômica Federal, banco alvo da quadrilha.

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