A redação da Folha de Londrina/Folha do Paraná sempre serviu de termômetro para a direção da empresa medir a temperatura interna das mudanças implantadas na empresa nos últimos anos. Dessa vez não é diferente. A equipe de jornalistas tem colaborado com críticas, sugestões, manifestações de apoio e adesão às novas propostas de trabalho.
‘‘O momento de crise que atinge todos os setores de atividades levou a Folha a adotar uma série de medidas, não apenas buscando superar as dificuldades mais imediatas, como também para possibilitar o redirecionamento editorial do produto, buscando novos leitores e mercados. A redação, que acompanha todo esse momento, compreendeu as mudanças executadas’’, afirma o diretor de Redação da Folha, João Arruda.
Segundo João, as medidas adotadas na redação buscaram também garantir ao máximo o nível de empregabilidade no Jornalismo. ‘‘A principal delas foi a terceirização do trabalho de um grupo de profissionais da casa. As colunistas sociais, além de Oswaldo Militão e Isnard Cordeiro continuam fazendo parte da equipe, mas agora com um outro vínculo’’, explica.
João Arruda destaca que todo o processo de terceirização na redação foi definido em comum acordo e formalizado em contratos individuais, firmados em bases monetárias e de benefícios sociais que garantem a segurança necessária para que esses profissionais prossigam no desenvolvimento normal de suas atividades na Folha. ‘‘Essa medida evitou o desligamento de outros profissionais da redação, já que permitiu ao jornal alcançar parte das metas que se fizeram necessárias. Por isso, os ajustes na área de pessoal ocorreram sem traumas’’, comemora.
A meta de se preservar ao máximo os postos de trabalho na redação, neste momento de ajustes em toda a empresa, exigiu um grande esforço e envolveu, além da terceirização, uma série de outras medidas. Entre elas, a redefinição no número de páginas diárias do jornal (o papel importado teve seu curso elevado com a variação cambial), a ampliação do suplemento Folha da Amizade, que voltará como Folha do Mercosul e a suspensão da circulação do suplemento Folha da Sexta para as regiões Sul, Noroeste/Sudoeste e Centro-Oeste do Estado, que ganharão suplementos próprios.
Além dessas inovações, João Arruda adianta que a Folha estuda a viabilidade editorial e comercial do lançamento de cadernos regionais de reportagem de cidades, a exemplo do Folha Curitiba e do Folha Londrina, com anúncios de coluna larga e classificados também regionalizados. ‘‘Isso vai aproximar ainda mais o leitor do jornal’’, argumenta.
‘‘Vale ressaltar que a terceirização e os ajustes internos de pessoal na redação visam potencializar a participação de profissionais da casa em setores vitais para o crescimento do jornal. Nessa linha, o editor José Antônio Pedriali passa a responder pelo núcleo de projetos especiais, com a missão de sistematizar a idealização e execução de cadernos diferenciados. O Isnard Cordeiro, que foi terceirizado, passa a atuar exclusivamente como um promoter da Folha no setor esportivo do Paraná, buscando parcerias que visam alavancar a presença do jornal nesse segmento’’, destaca João Arruda.
O diretor de redação da Folha lembra que os períodos de dificuldades exigem das empresas e de seus funcionários um esforço redobrado para chegar à outra margem. ‘‘A Folha, como se vê pelas medidas, não se deixou paralisar pelas instabilidades do momento e fez da crise um trampolim para a produção de um jornal ainda melhor, potencializando talentos e abrindo janelas para novos produtos. O jornal que fazemos diariamente exige de todos um comprometimento total e definitivo com a qualidade, numa demonstração de respeito com o leitor’’, analisa.
João Arruda afirma que a reunião de avaliação diária do produto com os editores, a transferência do processo de paginação para a redação, o convênio com a Universidade de Londrina para a microfilmagem de milhares de páginas do arquivo Folha, os remanejamentos de pessoal, as reformulações gráficas e o lançamentos de novos produtos demonstram que ‘‘há uma preocupação forte e segura com a informação cada vez mais ágil e identificada com os interesses de quem nos l꒒.

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