São Paulo, 13 (AE) - A Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, afirmou hoje que a empresa prioriza a contratação de mão-de-obra do ABCD e da Baixada Santista e que 69,5% dos 2.311 funcionários diretos ou das empresas terceirizadas são originários destas regiões. Ontem (12), uma manifestação de trabalhadores desempregados do Parque Industrial de Cubatão parou a Rodovia Piaçaguera-Guarujá por duas horas e causou um congestionamento de cerca de 18 quilômetros. Eles acusavam a Ecovias de estar recrutando operários do Paraná, para as obras de construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes.
A empresa alega que é inconstitucional fazer discriminação na contratação e que qualquer pessoa pode concorrer a uma vaga e passar por um processo seletivo. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovias, existem cláusulas nos contratos com as empresas terceirizadas, estabelecendo a prioridade para admissão de operários das duas regiões.
A orientação de absorver mão-de-obra local também é resultado de solicitação da Secretaria do Meio Ambiente, que quer evitar a ocupação desordenada da Serra do Mar.
A construção da segunda pista da Imigrantes está sendo executada pelo consórcio São Simão, formado pela Impregillo, do grupo Fiat, e pela CR Almeida, construtora sediada no Paraná.
A Ecovias confirmou que o consórcio possui 224 operários na obra, sendo que 89 vieram de outras regiões. Segundo a concessionária, são profissionais habilitados para trabalhos específicos desta etapa e visa a cumprir os prazos de conclusão da obra. Durante os cinco anos de duração da duplicação da Imigrantes, a Ecovias e as contratadas devem empregar 7 mil pessoas.

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